terça-feira, 31 de agosto de 2010
estoria pra cris dormir
era uma vez um pao alentejano.
estava triste e solitario numa prateleira empoeirada de porto covo.
ja' nao tinha irmaos, amigos, familia, nada.
eis que um dia foi comprado.
passaram-lhe manteiga.
torraram-no.
devoraram-no com espetacular gula, daquela de lamber a ponta dos dedos e nao sobrar nem uma migalha no prato.
e assim, dentro do estomago dum aborigene qualquer, ele foi parar na australia.
era feliz, tinha familia outra vez.
jogava seu poquerzinho.
tinha boas conversas.
nao se importava com o aspecto soturno e gosmento dos seus pares estomacais.
a simples lembranca das prateleiras da pastelaria causava-lhe calafrios.
e entao um dia o australiano evacuou-o.
foi expelido junto com churrasco de canguru e donuts de morango.
percorreu muitos quilometros de latrina e tubulacao de esgoto, e finalmente alcancou a imensidao do oceano.
foi entao tragado por uma corrente do pacifico, que logo encontrou outra do atlantico.
alguns dias depois, decomposto, viu-se outra vez em porto covo.
foi dessalinizado junto com a agua do mar, e logo regou plantacoes de trigo alentejanas.
ciente de que ha' de virar torrada outra vez num nada de tempo, reza fervorosamente para ver se da proxima feita encontra abrigo em paragens menos agrestes do interior e fica por la', e nunca mais numa prateleira.
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
estava triste e solitario numa prateleira empoeirada de porto covo.
ja' nao tinha irmaos, amigos, familia, nada.
eis que um dia foi comprado.
passaram-lhe manteiga.
torraram-no.
devoraram-no com espetacular gula, daquela de lamber a ponta dos dedos e nao sobrar nem uma migalha no prato.
e assim, dentro do estomago dum aborigene qualquer, ele foi parar na australia.
era feliz, tinha familia outra vez.
jogava seu poquerzinho.
tinha boas conversas.
nao se importava com o aspecto soturno e gosmento dos seus pares estomacais.
a simples lembranca das prateleiras da pastelaria causava-lhe calafrios.
e entao um dia o australiano evacuou-o.
foi expelido junto com churrasco de canguru e donuts de morango.
percorreu muitos quilometros de latrina e tubulacao de esgoto, e finalmente alcancou a imensidao do oceano.
foi entao tragado por uma corrente do pacifico, que logo encontrou outra do atlantico.
alguns dias depois, decomposto, viu-se outra vez em porto covo.
foi dessalinizado junto com a agua do mar, e logo regou plantacoes de trigo alentejanas.
ciente de que ha' de virar torrada outra vez num nada de tempo, reza fervorosamente para ver se da proxima feita encontra abrigo em paragens menos agrestes do interior e fica por la', e nunca mais numa prateleira.
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
lord of the dance
tudo comecou com uma brincadeira etilica de apertar o nariz do cara em paraty.
a coisa virou em amizade que inclusive ja´cruzou o atlantico.
o desafio de galgar os degraus da fama no meio da danca segue pulsando nas veias do figura.
depois dumas margaritas no clube dos ferroviarios emendamos para um pubzinho basico.
digamos que o omaleys.
o omaleys tava devagar.
rumamos pro ohiggins.
guiness em continuada profusao.
frango sei la´ qual.
petalas de rosa junto - alias amargas de se comer e nao combinam nada com frango ...
cabos de rosa sem rosa recusados por espanholas.
banda irlandesa tocando - e que adorou o cabo de rosa sem rosa ....
passos de marinheiro do cais de sodre sao ensinados pelas meninas.
um chatonildo resolve que sabia uns passos e vem dar uma de professor de danca.
e´ quando o nariz se inflama, e iniciam um "dance contest".
o chatildo nos seus pulinhos desengoncados.
algo vergonhosos de se ver.
o nariz nos seus pulinhos punk.
o som mais e mais alto.
e entao o nariz mergulha num peixinho de volei.
o bar vem abaixo.
aos urros.
ele ganhou a disputa.
e novas amigas.
a coisa virou em amizade que inclusive ja´cruzou o atlantico.
o desafio de galgar os degraus da fama no meio da danca segue pulsando nas veias do figura.
depois dumas margaritas no clube dos ferroviarios emendamos para um pubzinho basico.
digamos que o omaleys.
o omaleys tava devagar.
rumamos pro ohiggins.
guiness em continuada profusao.
frango sei la´ qual.
petalas de rosa junto - alias amargas de se comer e nao combinam nada com frango ...
cabos de rosa sem rosa recusados por espanholas.
banda irlandesa tocando - e que adorou o cabo de rosa sem rosa ....
passos de marinheiro do cais de sodre sao ensinados pelas meninas.
um chatonildo resolve que sabia uns passos e vem dar uma de professor de danca.
e´ quando o nariz se inflama, e iniciam um "dance contest".
o chatildo nos seus pulinhos desengoncados.
algo vergonhosos de se ver.
o nariz nos seus pulinhos punk.
o som mais e mais alto.
e entao o nariz mergulha num peixinho de volei.
o bar vem abaixo.
aos urros.
ele ganhou a disputa.
e novas amigas.
48 horas em lisboa
me agrada o calor.
me agradam as companhias.
mas ja´tenho dificuldade de lembrar o que fiz na 6afeira !!
capaz que seja porque a geladeira de casa da´ choque ....
me agradam as companhias.
mas ja´tenho dificuldade de lembrar o que fiz na 6afeira !!
capaz que seja porque a geladeira de casa da´ choque ....
massa da tap
saiu de campinas o aviao.
chegada a hora do jantar :
- o que o cavalheiro gostaria de comer ? frango ou massa ?
- qual e´a massa ?
- como assim qual e´ a massa ? massa e´massa !!
- nao, nao, pera ai, nao e´ bem assim nao.
o cretino do comissario insistindo em desacreditar a existencia dos italianos e me tomando por retardado ....
- francamente, massa e´ massa !! quer massa ou frango ?
- amigo, trata-se de nhoque, espaguete, fuzzili, lazanha ? tem carne ? nao tem carne ? como assim massa e´tudo igual ? ta´ de brincadeira comigo ?
- nao sei qual e´a massa.
o amigo dele tambem nao.
- e´entao uma digamos "massa surpresa" o que voces tem para servir ? tipo come seja la´ o que for como se fossemos todos umas ovelhas descerebradas ?
- a cozinha foi abastecida na escala, nao nos informaram que massa temos. quer massa ou frango ?
- me ve uma massa mesmo ..... e, por via das duvidas, umas 5 tacas de vinho junto.
era espaguete com molho de tomate e bacon - que no meu entender chama-se carbonara.
chegada a hora do jantar :
- o que o cavalheiro gostaria de comer ? frango ou massa ?
- qual e´a massa ?
- como assim qual e´ a massa ? massa e´massa !!
- nao, nao, pera ai, nao e´ bem assim nao.
o cretino do comissario insistindo em desacreditar a existencia dos italianos e me tomando por retardado ....
- francamente, massa e´ massa !! quer massa ou frango ?
- amigo, trata-se de nhoque, espaguete, fuzzili, lazanha ? tem carne ? nao tem carne ? como assim massa e´tudo igual ? ta´ de brincadeira comigo ?
- nao sei qual e´a massa.
o amigo dele tambem nao.
- e´entao uma digamos "massa surpresa" o que voces tem para servir ? tipo come seja la´ o que for como se fossemos todos umas ovelhas descerebradas ?
- a cozinha foi abastecida na escala, nao nos informaram que massa temos. quer massa ou frango ?
- me ve uma massa mesmo ..... e, por via das duvidas, umas 5 tacas de vinho junto.
era espaguete com molho de tomate e bacon - que no meu entender chama-se carbonara.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
unhas e meias
doze unhas e duas meias vermelhas bem rodadas andavam por ai' em diferentes caminhos.as unhas, muito vi'vidas, tinham um brilho singular.
eram duma beleza deslumbrante.
brilhavam por debaixo da cor, no propio cerne da existencia.
no antes mesmo de serem unhas.
eram muito potentes e chegavam 'a ofuscar.
ja' as meias, coitadas, vinham combalidas duma existencia miseravel abafadas dentro de pisantes gastos.
tinham perdido os elasticos, estavam todas esgarcadas.
chegaram a se encontrar algumas vezes, e nada do fogo do vermelho se manifestar em sua ardente plenitude.
e entao um dia as meias resolveram mudar de postura, e foram falar com as temidas unhas.
disseram que nao sabiam porque, e que certamente aquilo era idiotice, mas que se sentiam intimidadas com todo aquele brilho das unhas.
talvez pensando que as unhas, por serem tao incriveis, nao iam querer saber de velhas meias furadas.
as unhas todas sorriram, abriram os bracos, e apertaram as meias com forca.
e uma grande alegria tomou conta do momento.
era para as meias como se estivessem voando.
algo muito diferente de leves brisas que as agitavam enquanto penduradas no varal abestalhado da timidez descabida e que nao tinha porque ficar prendendo elas dando tao pouco em troca.
fez-se a amizade, firmou-se a parceria, tudo muito simples e pratico e facil,e do pequenino comeco de amizade ja' se fazem sombras.
o sol batendo por tras, uma vida pela frente, e macarronada em cima da mesa.
kings
teacher asks : can anyone in this class quote the name 3 ancient kings that did good deeds in their time and remain not only delivering happiness but also making our lifes more pleasant up till today ?
little johnny looses no time, stands up and answers : smo-king, drin-king and fuc-king.
little johnny looses no time, stands up and answers : smo-king, drin-king and fuc-king.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
do arco dos velhos
hoje me ocorreu que o meu avo se vingou dos tempos em que eu metia chumacos de algodao dentro dos ouvidos dele quando tinha festa em casa, e que o fez com eximia maestria : uns anos depois dele passar dessa pruma melhor abriram dois espacos de eventos na frente da mesma residencia, e que tem isolacao acustica bem sofrivel.
ele deve ter mexido uns pauzinhos do alem para darem a licensa desses recintos abrirem ... ou se nao deu uma forca na licensa de abrir entao com certeza ele encontrou um jeito de ajudar 'a nao fechar.
ate' ai' tudo bem; o mundo da' mesmo voltas e mais voltas e a gente vai se acostumando com isso ...
decidi entao que era melhor nao arriscar de ter mais uma ancia buscando reparacoes pos-morte e resolvi limpar minha consciencia e visitar minha avo de 102 anos que eu nao via ha' meses.
eis que ao chegar no asilo ela me olha com uma cara estranha, parecendo nao saber quem eu era, e de repente solta :
- ola' fernanda !! que satisfacao em ve-la !!
- hein ?? como assim fernanda ?! sou o ralph !! fernandas nao tem barba por fazer doida !!
e ela diz que nao sabe quem eu sou, vira para o lado, fecha os olhos e dorme.
logo uma companheira de sofa' dela, alias muito da simpatica, me cutuca e puxa papo.
minha avo' dormindo, e eu e a tal senhora falando disso e daquilo uns bons minutos.
e' quando tomo um cutucao da minha avo', me viro para o lado e ela com um olhao aberto e cara de deboche : e' claro que eu sei quem voce e' menino !!
e fecha o olho e dorme de novo.
resolvo ganhar a velha no carinho e tasco-lhe entao um baita cafunezao.
fico assim varios minutos.
ela com os olhos fechados, mas a expressao no rosto dando a impressao de estar gostando.
continuo.
e fico.
e aproveito para mandar ver junto uma especie de reiki adaptado para versao ralpholinica.
e uma hora a mao comeca 'a doer.
paro.
ela abre o olho e me olha com cara de quem quer mais, tipo um porque voce parou com isso ?
e volto aos afagos.
e fico.
e doi a mao de novo.
nao me importo.
continuo.
estou quase num transe.
batendo papo com os outros e fazendo cafune'
ela com os olhos sempre fechados.
e com cara de estar gostando.
a face parecendo mais relaxada.
talvez pensando mas cansada demais para falar : estou velha, cansada e tal - mas ainda sei muito bem o que e' um carinho !! e gosto !!
devo ter ficado nessa pelo menos uns 40 minutos, e uma hora chegou o momento de ir embora.
e ela repetindo a chantagem com um olhao cada vez mais brilhante, vivo e zombeteiro.
- ja' vai ? porque ?
- tenho que trabalhar querida ...
- sei, sei
e ganhou mais um cafune.
e mais um.
e mais um.
no ultimo agarrrei-a pelas bochechas e dei-lhe uma pancada de beijos na bochecha.
a companheira de sofa' dela, as enfermeiras e uma velha louca dando risada daquilo tudo.
uma cena otima.
e entao ela me puxa pela gola e fala vem ca'.
e me diz agora e' minha vez e me da' um beijo.
e diz tchau, vai cuidar da vida que voce se redimiu seu bandido.
e eu prometo visita-la amanha.
e nao sei se depois que eu voltar de viagem poderei fazer isso de novo.
adoro essas vingancas.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
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