segunda-feira, 26 de julho de 2010

o paradigma das horas

os doces da ofner continuam me enlouquecendo ....
uma carolina recheada de loucura me perguntou o que na minha opiniao era pior : dizer o que queria na hora errada ou nao achar as palavras na hora certa.
esse paradigma que veio sem contexto me pegou de jeito e botou para pensar. alias bastante.
cabem inumeras situacoes dentro dele.
se fosse para ficar meramente no jogo de palavras eu diria que o melhor era nao ter pior; mas botando a cor de rosa pueril de lado, a resposta que eu mais gostei das muitas que me ocorreram e' a seguinte : pior que as horas, sejam elas quais forem, sao os medos.
eu ja' falei em horas erradas.
ou talvez tenha errado nas formas de falar.
tambem ja' nao encontrei palavras em horas certas.
e ocasionalmente isso talvez tenha sido mais certo do que encontrar ....
ponderando sobre qual situacao me incomoda mais, sem duvida a do nao encontrar ganha.
ou seja, opino que e' melhor errar (seja la' o que isso for) tentando do que nao tentar e depois ficar ouvindo o chifrudo do tinhoso de rabo vermelho falando dentro da cabeca.
na real cada um tem sempre uma opiniao sobre coisas, e nem sempre elas convergem.
mas se nao tentar, como vai saber ?
conseguir ouvir o outro com a cabeca aberta, por mais que o assunto possa ser incomodo, e nao se concorde com a opiniao ou ponto, nao deixa de ser um presente.
sim, um presente, porque afinal quem fala tambem se expoe.
entao a exposicao nao deixa de ser um presente, que pode ou nao ser de grego.
agora tem o porem do COMO falar, e isso nao e' uma questao de palavras encontradas ou nao.
se nao for facil de sair que saia como der, mas com um minimo de cuidado, pois falar e' diferente de agredir ou insultar - e nao vejo que caiba paradigma de semantica nesse outro ponto.

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