la' no seriado antigo "em busca do elo perdido" os tais slistacs viviam aporrinhando a existencia dos humanos.
ja' comigo e com o fred numa dessas viradas culturais tinham varios muito loucos perambulando pelo centro da cidade as 9 da matina.
mas o que tava realmente pegando, depois de nao lembrarmos nem 'a pau onde o diabo do carro estava estacionado, era o desgracado nao descolar de um buraco qualquer para repousarmos as nossa combalidas carcacas.
sola dos sapatos quase fazendo furo depois de muito andar avistamos uma plaqueta xexelenta.
subindo as escadas de madeira que rangiam mais que navio fantasma e tudo isso no meio dum cheiro acre e esquisito comento pro fred :
- cara, ja' fiquei em pulgueiro nessa vida, mas se aqui tiver vaga vai ganhar de longe !!
seguimos no nhec-nhec 'a cada degrau galgado com o que ainda restava de nos e nao era muito.
nhec
nhec
nhec
e finalmente alcancamos o balcao :
- moca, tem vaga ?
- tem, trinta reais 2 horas.
- er, entao, e hotel tipo pensao completa, com cafe' da manha e chuveirao, sabe de algum aqui por perto ?
- olha, tem um ali na esquina. mas nao sei se tem vaga.
nhec.
nhec.
nhec pra baixo mas com vontade de rolar em vez de andar.
o tal estabelecimento que a mulher tinha indicado parecia pomposo e acima do tamanho do cheque.
tinha um balcaozao de madeira, mil luzinhas por todo o lado, uns belos duns sofas.
arriscamos com pouca esperanca :
- bom dia, voces por acaso ainda tem vagas ?
- positivo, R$ 60 o quarto.
- tem cafe' da manha incluso chefe ?
- sim, la' no salao do ultimo andar. e ainda ta' servindo.
- pode fazer late check out ?
- depende de que horas for isso....
- umas 14pm, rola ?
- tudo bem.
- 2 camas ?
- 2 camas.
- entao fechou; onde e' que assina ?
era o otton palace, bem pertinho do teatro municipal, colado no buxixo.
a recepcao portentosa capaz que fosse resquicio dos tempos em que o silvio santos metia as caravanas dele por la', pois na real o bicho andava pelas ultimas.
tinha um cafe' mambembe e uns quartos bem amplos com ante-sala e tudo, mas destrocados.
bom, tampouco estavamos na fina flor da nossa degenerada classe, e como diz que reformaram a espelunca, bem como por respeito 'as tradicoes, nao restam duvidas que no próximo turismo dentro de sp o destino da capotada e' mais do que certo : otton !
mais que isso, carro no largo do arouche de novo e sem o rastreador ajudar a encontrar nem pensar.

Tem sempre algo de extraordinário nesses momentos únicos vividos no encontro do fim da noite com o início da manhã, que normalmente se prolongam para um meio da tarde e só terminam (a muito custo) no fim do início da noite do dia seguinte...
ResponderExcluirmas momentos como esses que passámos na virada dificilmente se misturam com outros. Os dois meio para lá, meio para cá, perdidos de nós mesmos, em busca de um carro esquecido apenas para dar um "relax" e acabar no Othon - bem mais para lá do que para cá - e pouco mais de uma hora depois ser acordados pelo Edu para voltar para o "percurso cultural" e começar de novo tudo aquilo que nem sequer tinha sido propriamente acabado e encontrar mais parceiros como Andy, Lary, Beto entre outros... simplesmente inesquecível!!!